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CIRCUITO URBANO DA MARINHA GRANDE

by on 29 de Outubro de 2013
 

CIRCUITO URBANO DA MARINHA GRANDE

Bem-vindo à Marinha Grande

Esta visita áudio guiada contém informações sobre os mais interessantes locais da Cidade.

O circuito urbano levá-lo-á a descobrir a cidade, a sua beleza natural, os seus monumentos e os locais mais interessantes do ponto de vista histórico e artístico.

Poderá optar por um percurso pedestre de cerca de 2,12Km ou de bicicleta de cerca de 10,71Km.

Desejamos-lhe um excelente passeio!!!!

Antes de iniciar este percurso conheça um pouco da nossa história e da nossa terra…

A HISTÓRIA…

O mar, o pinhal e os recursos geológicos existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas e combustível para diferentes tipos de indústrias - nomeadamente de serração de madeira, de extracção e transformação de produtos resinosos, e do vidro - e constituíram a base das actividades económicas mais importantes do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento de várias comunidades e povoações durante séculos.

Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei cresceu, foi ordenado e explorado, constituindo a principal fonte de recursos naturais e origem da maior parte das povoações que ainda hoje existem nas suas proximidades. O seu posterior desenvolvimento, deveu-se essencialmente à instalação da Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em 1747/48, transferida de Coina por John Beare, ao redor da qual surgiram outras fábricas e indústrias que motivaram o crescimento do concelho e que foram determinantes na evolução da sua história, cultura, sociedade e economia.

A TERRA ….

A cidade da Marinha Grande situa-se no litoral da região centro de Portugal, no distrito de Leiria.

Encontra-se a 88 metros de altitude, na Orla Oriental do Pinhal do Rei que cobre cerca de 2/3 do concelho. É servida por várias estradas e pela via-férrea do oeste, estando implantada numa extensa planície de chão arenoso e saibrento. Posiciona-se sensivelmente no centro do distrito, ficando a 10 quilómetros do mar (no limite norte da Estremadura) e a 12 quilómetros a poente de Leiria, sede de distrito. Dista 147 quilómetros de Lisboa e 196 do Porto.

O concelho da Marinha Grande é composto por três freguesias: Marinha Grande (14.300 ha), Vieira de Leiria (4.700 ha) e Moita, (850 ha).

São 19.850 hectares, que lhe oferecem um painel de paisagens e cores, resultado de uma cooperação harmoniosa entre o Homem e a natureza.

Agora que conhece um pouco da nossa história, convidamo-lo a iniciar este passeio no Museu do Vidro, antigo Palácio Stephens.

A construção do Palácio Stephens remonta a finais do terceiro quartel do séc. XVIII. Trata-se de um edifício de traçado simples e harmonioso, construído para habitação do industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande.

Possui três pisos e foi construído segundo a técnica da gaiola pombalina (sistema de construção anti-sísmica de estrutura tridimensional de madeira, embebida nas paredes de alvenaria) e do tabique de fasquio (técnica que consiste numa estrutura de madeira, preenchida e revestida por um material à base de terra argilosa, podendo conter fibras vegetais), destacando-se a nobreza dos seus acabamentos interiores e a sua riqueza decorativa.

No terceiro piso é possível observar o espaço reservado aos músicos que tocavam e animavam as recepções da família Stephens que albergou grandes e ilustres figuras do século XVIII.

O Museu do Vidro instalado no Palácio Stephens, foi criado por Decreto Lei em 1954 e inaugurado a 13 de Dezembro de 1998, no ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira e reúne colecções e saberes que testemunham a actividade industrial, artesanal e artística vidreira portuguesa, desde meados do século XVII/XVIII até à actualidade.

Trata-se do único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.

Este Museu possui um vasto programa de exposições temporárias ao longo do ano que incidem sobre as várias vertentes culturais, artísticas e patrimoniais do vidro, desde as artes industriais às artes plásticas, assim como uma exposição permanente que reflecte a evolução da indústria vidreira em Portugal e especificamente na Marinha Grande.

O museu desenvolve ainda várias actividades educativas, vocacionadas para o público infantil, juvenil e sénior.

Terminada a visita ao interior do Museu, convidamo-lo a conhecer o seu espaço envolvente.

Este espaço é marcado pela existência de um conjunto de edifícios, outrora património da Real Fábrica de Vidros, que a partir da década de 90, foram adaptados a equipamentos de utilização pública (Biblioteca Municipal, Escola Profissional e Artística da Marinha Grande e Galeria Municipal). Pode igualmente observar vestígios arqueológicos da antiga fábrica, que conferem a este conjunto um forte pendor industrial.

Realçamos ainda os dois jardins, com especial enfoque para o tardoz, classificado de interesse público em 24 de Janeiro de 1967 juntamente com o palácio, que conferem a harmonia entre o património industrial e o natural.

Saindo pelo portão, antiga entrada da Fábrica Stephens, atravesse a estrada em direcção à Praça Stephens.

 Pode observar um conjunto de edifícios de traça pombalina, o monumento a Guilherme Stephens - grande impulsionador da Indústria Vidreira, da autoria do Escultor Luís Fernandes, inaugurado a 24 de Agosto de 1941 e o edifício dos Paços do Concelho.

Este edifício pertenceu a D. Beatriz Carvalho de Abreu e Melo e era originalmente composto por dois pisos, construído em alvenaria de pedra, com pavimentos constituídos por vigamento de madeira e solho. Foi adquirido em Junho de 1927 pela Câmara Municipal da Marinha Grande, para aí instalar os Paços do Concelho. Na sequência de um incêndio ocorrido em 1934, foi alvo de uma reconstrução da qual resultou a criação de um 3º piso e a traça como hoje se pode observar.

Saindo da Praça Stephens, pela Rua Machado dos Santos, siga até ao Largo Nossa Senhora do Rosário da Marinha.

Neste Largo encontrará a Igreja Paroquial da Marinha Grande.

Foi construída em 1590 uma pequena capela de invocação a Nossa Senhora do Rosário, no mesmo local onde hoje se situa a actual igreja paroquial.

A pequena capela tinha um altar-mor com nicho de pedra, dourado, onde se encontrava a imagem da Senhora do Rosário, e dois altares colaterais, também com nichos dourados. Tinha ainda sacristia, pia baptismal fechada e um pequeno sino.

Esta obra arquitectónica de grande valor histórico foi substituída por um moderno e amplo edifício desenhado por António Dinis Baroseiro, que também dirigiu a construção. Foi inaugurado em 8 de Dezembro de 1971 pelo Bispo D. João Pereira Venâncio.

Ao sair da Igreja, volte à sua direita em direcção ao Largo 5 de Outubro onde encontrará o Cruzeiro da Independência.

Este Cruzeiro foi erguido em 1 de Setembro de 1940, por iniciativa do Pároco, Padre Higino Duarte, e trata-se de uma cópia aproximada dos padrões que os descobridores de antanho deixaram espalhados pelas terras então desconhecidas dos europeus. O cruzeiro, é um elegante monumento em mármore polido ostentando a Cruz de Cristo, as cinco quinas e o escudo da Marinha Grande.

Continue o seu passeio atravessando a rua até ao Largo 5 de Outubro. Aqui pode apreciar a Casa Alpendrada, esta casa é um dos últimos exemplares de uma traça muito característica da Marinha Grande, devendo o nome ao alpendre de entrada.

Ao lado, encontra-se o Museu Joaquim Correia – Palácio Taibner de Morais Santos Barosa.

Edifício com uma tipologia arquitectónica burguesa de meados do séc. XIX, reúne uma colecção de obras e bens artísticos e documentais da autoria e colecção do Professor Escultor Joaquim Correia, um dos maiores expoentes do Concelho no campo da criação artística.

A sua acção centra-se sobre o estudo, conservação e divulgação da vasta obra do escultor, bem como sobre o seu percurso enquanto figura incontornável das artes plásticas em Portugal.

Joaquim Correia nasceu na Marinha Grande a 26 de Julho de 1920, neto e filho de uma família de Mestres Vidreiros.

É autor de numerosas estátuas, baixos-relevos e medalhas que figuram em lugares públicos e privados em Portugal e no estrangeiro.

São ainda atribuições do museu a promoção e divulgação das artes plásticas.

Saindo do Museu, volte à sua esquerda, para a Av.ª D. Dinis, onde encontra o Edifício da Administração das Matas.

Este edifício de traça pombalina concluído em 1840, foi construído para nele serem instalados os serviços florestais nacionais e também a residência do primeiro Administrador Geral das Matas do Reino, nomeado pelo Rei.

Actualmente é sede de Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral.

Defronte deste, encontra o Monumento aos Mortos da Grande Guerra. Este monumento foi inaugurado em 9 de Abril de 1935, para homenagear os combatentes portugueses mortos durante a I Guerra Mundial (1914-1918). Foi construído por iniciativa de Manuel Leal Júnior e de Álvaro Barros. O projecto foi da autoria de Alberto Nery Capucho.

Atravesse a estrada, continue pela Av.ª D. Dinis e aproveite para descansar um pouco no Jardim Municipal Luís de Camões.

Neste jardim encontra a  Estátua Orfeu, da autoria do mestre Joaquim Correia, aquando da conclusão do curso de escultura, sendo-lhe atribuído o prémio de melhor aluno.

O Orfeu é uma obra de inegável valor artístico, colocada no Jardim Municipal em 26 de Abril de 1958. Representa a figura mitológica grega que cantou o amor que tinha por sua mulher Eurídice.

Na altura esta estátua gerou grandes críticas, tendo em conta que na época, o “nu” da mesma, feria certas susceptibilidades. Por esta razão esteve durante muito tempo envolta num lençol e guardada por um sargento.

Agora que já restabeleceu energias, continue o seu passeio.

Contorne o Jardim, em direcção à Igreja, pela Rua Marquês de Pombal e vire à esquerda na Rua António Lopes de Almeida. No final desta, encontra o Largo Ilídio de Carvalho.

Neste Largo, vire à direita, e aprecie o Bairro dos Operários, no Beco Magalhães. Siga pela Rua Joaquim Carvalho de Oliveira.

No final da rua, vire à direita e contorne o Edifício da Resinagem, pela Rua Álvaro Coelho, atravesse para o outro lado da estrada e maravilhe-se com o Teatro Stephens -  Casa da Cultura.

Este edifício faz parte integrante do conjunto urbano da antiga Fábrica-Escola Irmãos Stephens.

É dotado de um espaço polivalente, que permite o desenvolvimento de actividades de cariz cultural e recreativo designadamente cinema, teatro, música e conferências.

Dispõe de uma sala para realização de actividades culturais e educativas, tais como congressos, seminários e conferências, espectáculos ligados às diversas áreas de palco (música, dança, teatro), e projecção de cinema.

Tem uma capacidade para 262 lugares, quatro deles destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

Depois de visitar o Teatro Stephens atravesse a rua e defronte encontra o edifício da antiga Fábrica da Resinagem.

Edifício de estilo pombalino construído em 1859, com cerca de 4.250m2, constituído por quatro corpos e um amplo pátio interior, onde eram transformados os produtos resinosos provenientes do Pinhal do Rei.

Sob a dependência da Administração das Matas, Bernardino José Gomes dirigiu esta fábrica por ter descoberto os métodos para extracção e transformação da resina.

A fábrica foi definitivamente encerrada em 1940, e o edifício cedido à Câmara Municipal da Marinha Grande em 1941, tendo posteriormente sido adaptado para que ai fosse instalado o Mercado Municipal, que funcionou até Setembro de 2007.

Foi objecto de uma grande reabilitação dotando o espaço de características públicas, comerciais e lúdicas. Com este projecto e as suas diversas valências (comércio, restauração e bebidas, serviços autárquicos, praça exterior), dinamizou-se não só o edifício em si mesmo, mas o espaço envolvente sobretudo no que respeita ao comércio tradicional.

Saindo do edifício, vire à esquerda, passe o Edifício da Caixa Geral de Depósitos à sua esquerda, atravesse a estrada para entrar na Rua Diogo Stephens. No final desta rua, vire à direita e atravesse a estrada.

Encontra o Parque Mártires do Colonialismo.

Espaço renovado em 2001, no âmbito do Programa POLIS, que oferece um grande relvado para a prática de desporto livre.

A abertura de amplos eixos visuais dentro do parque e a existência de uma ribeira com pequenos açudes originam harmoniosos espelhos de água. Um conjunto diversificado de equipamentos lúdicos e desportivos, percursos pedonais e cicláveis, campos de jogos sintéticos, palco para a realização de espectáculos, espaços infantis, espaço para desportos radicais e zonas de estadia, garantem a animação do espaço, possibilitando a sua utilização por parte de diversos escalões etários.

No interior do Parque encontramos também o Monumento aos Heróis do Ultramar. É um monumento sóbrio, de linhas simples, mas de grande significado, pois recordará para sempre à Marinha Grande as vidas perdidas na Guerra do Ultramar.

O monumento da autoria do escultor Joaquim Correia, foi inaugurado no dia 5 de Junho de 1965.

Saindo do Parque, pelo topo norte, vire à esquerda em direcção à Praça do Vidreiro.

No centro da rotunda encontra o Monumento ao 18 de Janeiro de 1934, evocativo do levantamento dos operários vidreiros naquela data.

Num país acomodado à opressão salazarista, os operários vidreiros marinhenses tiveram a coragem de lutar contra as perseguições, desemprego e injustiças a que foram sujeitos.

Durante algumas horas a Marinha Grande esteve nas mãos dos Operários Vidreiros, até a revolta ser violentamente reprimida e os seus autores presos, alguns deles no Tarrafal (Cabo Verde).

O monumento, da autoria do escultor Joaquim Correia, foi inaugurado no 50º Aniversário da revolta.

Siga em direcção à Rua dos Bombeiros Voluntários e na rotunda Rotary Club da Marinha Grande, assim intitulada devido ao monumento que lá se encontra, vire à esquerda e uns metros à frente desfrute da beleza natural do Parque da Cerca.

Construído em 2006, no âmbito do Programa POLIS, numa zona adjacente ao Palácio Stephens, é um espaço multifuncional com um agradável enquadramento paisagístico, que oferece à população uma vasta área de relvado com equipamentos de lazer e de recreio. A linha de água que o serpenteia é o elemento fundamental que torna este espaço numa agradável zona de estadia.

É igualmente um exemplo de como se pode conquistar espaços de biodiversidade no centro da cidade.

Possui várias áreas de lazer com equipamentos lúdicos e desportivos, percursos pedonais e cicláveis, anfiteatro ao ar livre para a realização de espectáculos, espaços infantis e parque de desportos radicais.

Termina aqui a nossa viagem…esperamos que tenha apreciado.

Aproveite para levar uma lembrança da nossa cidade. Poderá adquiri-la no Museu do Vidro quando for devolver o áudio-guia.

Basta sair do Parque da Cerca, atravessar em direcção ao Arquivo Municipal. Edifício de planta rectangular, revestido a tijolo de burro e vidro, e encontrará de seguida o Museu do Vidro.

Convidamo-lo a voltar e conhecer os outros percursos!

Obrigado!

Antes de iniciar este percurso conheça um pouco da nossa história e da nossa terra…

A HISTÓRIA…

O mar, o pinhal e os recursos geológicos existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas e combustível para diferentes tipos de indústrias - nomeadamente de serração de madeira, de extracção e transformação de produtos resinosos, e do vidro - e constituíram a base das actividades económicas mais importantes do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento de várias comunidades e povoações durante séculos.

Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei cresceu, foi ordenado e explorado, constituindo a principal fonte de recursos naturais e origem da maior parte das povoações que ainda hoje existem nas suas proximidades. O seu posterior desenvolvimento, deveu-se essencialmente à instalação da Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em 1747/48, transferida de Coina por John Beare, ao redor da qual surgiram outras fábricas e indústrias que motivaram o crescimento do concelho e que foram determinantes na evolução da sua história, cultura, sociedade e economia.

A TERRA ….

A cidade da Marinha Grande situa-se no litoral da região centro de Portugal, no distrito de Leiria.

Encontra-se a 88 metros de altitude, na Orla Oriental do Pinhal do Rei que cobre cerca de 2/3 do concelho. É servida por várias estradas e pela via-férrea do oeste, estando implantada numa extensa planície de chão arenoso e saibrento. Posiciona-se sensivelmente no centro do distrito, ficando a 10 quilómetros do mar (no limite norte da Estremadura) e a 12 quilómetros a poente de Leiria, sede de distrito. Dista 147 quilómetros de Lisboa e 196 do Porto.

O concelho da Marinha Grande é composto por três freguesias: Marinha Grande (14.300 ha), Vieira de Leiria (4.700 ha) e Moita, (850 ha).

São 19.850 hectares, que lhe oferecem um painel de paisagens e cores, resultado de uma cooperação harmoniosa entre o Homem e a natureza.

Agora que conhece um pouco da nossa história, convidamo-lo a iniciar este passeio no Museu do Vidro, antigo Palácio Stephens.

A construção do Palácio Stephens remonta a finais do terceiro quartel do séc. XVIII. Trata-se de um edifício de traçado simples e harmonioso, construído para habitação do industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande.
Possui três pisos e foi construído segundo a técnica da gaiola pombalina (sistema de construção anti-sísmica de estrutura tridimensional de madeira, embebida nas paredes de alvenaria) e do tabique de fasquio (técnica que consiste numa estrutura de madeira, preenchida e revestida por um material à base de terra argilosa, podendo conter fibras vegetais), destacando-se a nobreza dos seus acabamentos interiores e a sua riqueza decorativa.

No terceiro piso é possível observar o espaço reservado aos músicos que tocavam e animavam as recepções da família Stephens que albergou grandes e ilustres figuras do século XVIII.

O Museu do Vidro instalado no Palácio Stephens, foi criado por Decreto Lei em 1954 e inaugurado a 13 de Dezembro de 1998, no ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira e reúne colecções e saberes que testemunham a actividade industrial, artesanal e artística vidreira portuguesa, desde meados do século XVII/XVIII até à actualidade.

Trata-se do único museu especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria vidreira em Portugal.

Este Museu possui um vasto programa de exposições temporárias ao longo do ano que incidem sobre as várias vertentes culturais, artísticas e patrimoniais do vidro, desde as artes industriais às artes plásticas, assim como uma exposição permanente que reflecte a evolução da indústria vidreira em Portugal e especificamente na Marinha Grande.

O museu desenvolve ainda várias actividades educativas, vocacionadas para o público infantil, juvenil e sénior.

Terminada a visita ao interior do Museu, convidamo-lo a conhecer o seu espaço envolvente.

Este espaço é marcado pela existência de um conjunto de edifícios, outrora património da Real Fábrica de Vidros, que a partir da década de 90, foram adaptados a equipamentos de utilização pública (Biblioteca Municipal, Escola Profissional e Artística da Marinha Grande e Galeria Municipal). Pode igualmente observar vestígios arqueológicos da antiga fábrica, que conferem a este conjunto um forte pendor industrial.

Realçamos ainda os dois jardins, com especial enfoque para o tardoz, classificado de interesse público em 24 de Janeiro de 1967 juntamente com o palácio, que conferem a harmonia entre o património industrial e o natural.

Saindo pelo portão, antiga entrada da Fábrica Stephens, atravesse a estrada em direcção à Praça Stephens.

Pode observar um conjunto de edifícios de traça pombalina, o monumento a Guilherme Stephens - grande impulsionador da Indústria Vidreira, da autoria do Escultor Luís Fernandes, inaugurado a 24 de Agosto de 1941 e o edifício dos Paços do Concelho.

Este edifício pertenceu a D. Beatriz Carvalho de Abreu e Melo e era originalmente composto por dois pisos, construído em alvenaria de pedra, com pavimentos constituídos por vigamento de madeira e solho. Foi adquirido em Junho de 1927 pela Câmara Municipal da Marinha Grande, para aí instalar os Paços do Concelho. Na sequência de um incêndio ocorrido em 1934, foi alvo de uma reconstrução da qual resultou a criação de um 3º piso e a traça como hoje se pode observar.

Saindo da Praça Stephens, pela Rua Machado dos Santos, siga até ao Largo Nossa Senhora do Rosário da Marinha.

Neste Largo encontrará a Igreja Paroquial da Marinha Grande.

Foi construída em 1590 uma pequena capela de invocação a Nossa Senhora do Rosário, no mesmo local onde hoje se situa a actual igreja paroquial.

A pequena capela tinha um altar-mor com nicho de pedra, dourado, onde se encontrava a imagem da Senhora do Rosário, e dois altares colaterais, também com nichos dourados. Tinha ainda sacristia, pia baptismal fechada e um pequeno sino.

Esta obra arquitectónica de grande valor histórico foi substituída por um moderno e amplo edifício desenhado por António Dinis Baroseiro, que também dirigiu a construção. Foi inaugurado em 8 de Dezembro de 1971 pelo Bispo D. João Pereira Venâncio.

Ao sair da Igreja, volte à sua direita em direcção ao Largo 5 de Outubro onde encontrará o Cruzeiro da Independência.

Este Cruzeiro foi erguido em 1 de Setembro de 1940, por iniciativa do Pároco, Padre Higino Duarte, e trata-se de uma cópia aproximada dos padrões que os descobridores de antanho deixaram espalhados pelas terras então desconhecidas dos europeus. O cruzeiro, é um elegante monumento em mármore polido ostentando a Cruz de Cristo, as cinco quinas e o escudo da Marinha Grande.

Continue o seu passeio atravessando a rua até ao Largo 5 de Outubro. Aqui pode apreciar a Casa Alpendrada, esta casa é um dos últimos exemplares de uma traça muito característica da Marinha Grande, devendo o nome ao alpendre de entrada.

Ao lado, encontra-se o Museu Joaquim Correia – Palácio Taibner de Morais Santos Barosa.

Edifício com uma tipologia arquitectónica burguesa de meados do séc. XIX, reúne uma colecção de obras e bens artísticos e documentais da autoria e colecção do Professor Escultor Joaquim Correia, um dos maiores expoentes do Concelho no campo da criação artística.

A sua acção centra-se sobre o estudo, conservação e divulgação da vasta obra do escultor, bem como sobre o seu percurso enquanto figura incontornável das artes plásticas em Portugal.

Joaquim Correia nasceu na Marinha Grande a 26 de Julho de 1920, neto e filho de uma família de Mestres Vidreiros.

É autor de numerosas estátuas, baixos-relevos e medalhas que figuram em lugares públicos e privados em Portugal e no estrangeiro.

São ainda atribuições do museu a promoção e divulgação das artes plásticas.

Saindo do Museu, volte à sua esquerda, para a Av.ª D. Dinis, onde encontra o Edifício da Administração das Matas.

Este edifício de traça pombalina concluído em 1840, foi construído para nele serem instalados os serviços florestais nacionais e também a residência do primeiro Administrador Geral das Matas do Reino, nomeado pelo Rei.

Actualmente é sede de Unidade de Gestão Florestal do Centro Litoral.

Defronte deste, encontra o Monumento aos Mortos da Grande Guerra. Este monumento foi inaugurado em 9 de Abril de 1935, para homenagear os combatentes portugueses mortos durante a I Guerra Mundial (1914-1918). Foi construído por iniciativa de Manuel Leal Júnior e de Álvaro Barros. O projecto foi da autoria de Alberto Nery Capucho.

Atravesse a estrada, continue pela Av.ª D. Dinis e aproveite para descansar um pouco no Jardim Municipal Luís de Camões.

Neste jardim encontra a  Estátua Orfeu, da autoria do mestre Joaquim Correia, aquando da conclusão do curso de escultura, sendo-lhe atribuído o prémio de melhor aluno.

O Orfeu é uma obra de inegável valor artístico, colocada no Jardim Municipal em 26 de Abril de 1958. Representa a figura mitológica grega que cantou o amor que tinha por sua mulher Eurídice.

Na altura esta estátua gerou grandes críticas, tendo em conta que na época, o “nu” da mesma, feria certas susceptibilidades. Por esta razão esteve durante muito tempo envolta num lençol e guardada por um sargento.

Agora que já restabeleceu energias, continue o seu passeio.

Contorne o Jardim, em direcção à Igreja, pela Rua Marquês de Pombal e vire à esquerda na Rua António Lopes de Almeida. No final desta, encontra o Largo Ilídio de Carvalho.

Neste Largo, vire à direita, e aprecie o Bairro dos Operários, no Beco Magalhães.

Siga pela Rua António Magalhães Júnior. No final desta, vire à esquerda e siga sempre pela Av.ª 1.º de Maio. Atravesse a Av.ª Vítor Gallo, e continue pela Av.ª 1.º de Maio. Do seu lado esquerdo encontrará vestígios de uma das maiores fábricas da Marinha Grande a Nova Fábrica de Vidros, fundada em 1894/1895 pelo Conde de Azarujinha e Visconde da Graça, arrendatários da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande entre 1884 e 1894. A construção foi realizada sob a direcção de António de Magalhães Júnior. Começou a laboração a 5 de Janeiro de 1895.

Em 1955 a Fábrica foi adquirida pela Vista Alegre, cuja propriedade manteve até 1968, tendo sido de novo adquirida em 1972, desta vez pela CRISAL – Cristais de Alcobaça, proprietária até 1982.

Em meados dos anos 80, a fábrica passou a pertencer à Empresa Industrial de Vidro da Marinha Grande – IVIMA, tendo sido adquirida em 1998 pelo Grupo Atlantis e deixado de laborar em 1999.

Siga sempre em frente em direcção à Estação de Comboios da Marinha Grande. No final da Av.ª 1.º de Maio, vire à esquerda onde encontra a Fábrica de Vidros Santos Barosa, e o seu Museu que poderá ser visitado com marcação prévia.

O Museu da Fábrica de Vidros Santos Barosa é um museu de empresa, organizado em 1989 no âmbito das comemorações do centenário da empresa, e instalado no antigo edifício dos escritórios.

Junto com o museu, e partilhando o mesmo edifício, foi recuperado e instalado parte do Arquivo  Histórico da Empresa Santos Barosa, até então disperso por várias dependências.

Acresce que, ao longo da sua história, Santos Barosa produziu quase todo o tipo de artigos de vidro, desde o vidro plano à cristalaria, passando pelos artigos prensados, o tubo de vidro, os artigos para iluminação e, naturalmente, o vidro para embalagem, produção a que hoje se dedica em exclusivo.

Nestas condições, foi possível reunir um conjunto de memórias, produtos e equipamentos que, em exibição no Museu, acabam por propiciar ao visitante uma panorâmica da história da indústria vidreira portuguesa.

Agora que já sabe um pouco da história deste Museu convidamo-lo a prosseguir o seu passeio. Volte para trás e vire à esquerda pela Rua João Ferreira Gândara, em direcção ao Largo da Estação. No final do largo vire à direita e siga sempre em frente até encontrar a Av.ª da Liberdade. Vire à direita e desça a Av.ª .

Irá encontrar à sua esquerda a Esquadra da Policia de Segurança Pública e o Centro de Saúde. Continue em frente e no próximo corte vire à esquerda, encontrará uma Escola do seu lado esquerdo e o bonito Parque Mártires do Colonialismo à sua direita.

Espaço renovado em 2001, no âmbito do Programa POLIS, que oferece um grande relvado para a prática de desporto livre.

A abertura de amplos eixos visuais dentro do parque e a existência de uma ribeira com pequenos açudes originam harmoniosos espelhos de água. Um conjunto diversificado de equipamentos lúdicos e desportivos; percursos pedonais e cicláveis, campos de jogos sintéticos, palco para a realização de espectáculos, espaços infantis, espaço para desportos radicais e zonas de estadia, garantem a animação do espaço, possibilitando a sua utilização por parte de diversos escalões etários.

No interior do Parque encontramos também o Monumento aos Heróis do Ultramar. É um monumento sóbrio, de linhas simples, mas de grande significado, pois recordará para sempre à Marinha Grande as vidas perdidas na Guerra do Ultramar.

O monumento da autoria do escultor Joaquim Correia, foi inaugurado no dia 5 de Junho de 1965.

Saindo do Parque, pelo lado oposto onde entrou, vire à esquerda em direcção à Praça do Vidreiro.

No centro da rotunda encontra o Monumento ao 18 de Janeiro de 1934, evocativo do levantamento dos operários vidreiros naquela data. Num país acomodado à opressão salazarista, os operários vidreiros marinhenses tiveram a coragem de lutar contra as perseguições, desemprego e injustiças a que foram sujeitos.

Durante algumas horas a Marinha Grande esteve nas mãos dos Operários Vidreiros, até a revolta ser violentamente reprimida e os seus autores presos, alguns deles no Tarrafal (Cabo Verde).

O monumento, da autoria do escultor marinhense Mestre Joaquim Correia, foi inaugurado no 50º Aniversário da revolta.

Siga em direcção à Rua dos Bombeiros Voluntários, siga em frente na rotunda Rotary Club da Marinha Grande, passe pelo quartel dos Bombeiros Voluntários, do seu lado esquerdo e o edifício da Caixa Geral de Depósitos no seu lado direito.

Páre e maravilhe-se com o Edifício da antiga Fábrica da Resinagem.

Edifício de estilo pombalino construído em 1859, com cerca de 4.250m2, constituído por quatro corpos e um amplo pátio interior, onde eram transformados os produtos resinosos provenientes do Pinhal do Rei.

Sob a dependência da Administração das Matas, Bernardino José Gomes dirigiu esta fábrica por ter descoberto os métodos para extracção e transformação da resina.

A fábrica foi definitivamente encerrada em 1940, e o edifício cedido à Câmara Municipal da Marinha Grande em 1941, tendo posteriormente sido adaptado para que ai fosse instalado o Mercado Municipal, que funcionou até Setembro de 2007.

Foi objecto de uma grande reabilitação dotando o espaço de características públicas, comerciais e lúdicas. Com este projecto e as suas diversas valências (comércio, restauração e bebidas, serviços autárquicos, praça exterior), dinamizou-se não só o edifício em si mesmo, mas o espaço envolvente sobretudo no que respeita ao comércio tradicional.

Depois de visitar a Fábrica da Resinagem, atravesse a rua.

Encontra o, Teatro Stephens - Casa da Cultura.

Este edifício faz parte integrante do conjunto urbano da antiga Fábrica-Escola Irmãos Stephens.

É dotado de um espaço polivalente, que permite o desenvolvimento de actividades de cariz cultural e recreativo designadamente cinema, teatro, música e conferências.

Dispõe de uma sala para realização de actividades culturais e educativas, tais como congressos, seminários e conferências, espectáculos ligados às diversas áreas de palco (música, dança, teatro), e projecção de cinema.

Tem uma capacidade para 262 lugares, quatro deles destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

Saindo da Casa da Cultura, está perante a Praça Stephens, do lado oposto e Museu do Vidro, local onde iniciou o seu passeio.

Aqui poderá optar por terminar o seu passeio ou aventurar-se a mais uns Kms.

Se opta por terminar o seu passeio aproveite para levar uma lembrança da nossa cidade, poderá adquiri-la no Museu do Vidro quando for devolver o áudio-guia.

Se opta por prosseguir, siga pela Rua 18 de Janeiro de 1934, encontra o Edifício da Câmara Municipal do seu lado direito, e continue sempre em frente.

Irá encontrar o Edifício do Tribunal do seu lado direito. Continue até à rotunda José Gregório.

Na rotunda siga em frente pela Av.ª José Gregório, até encontrar do seu lado direito o Parque Florestal do Engenho.

A origem do Parque Florestal do Engenho remonta ao século XVIII quando em 1724 se ergueu um engenho de serrar madeira movido a vento, destruído em 1774 num incêndio.

No local onde hoje se encontra o parque foram construídos a mando do Marquês de Pombal, um muro para proteger o engenho, vários edifícios onde funcionaram a administração e serviços florestais, serrações, cavalariças, viveiros, um campo experimental de estudos botânicos, grémio florestal e uma capela.

Depois de ter sido utilizado durante séculos para actividades de administração do Pinhal deverá receber em breve a sede do Museu Nacional da Floresta, criado pela Lei n.º 108/99 de 3 de Agosto.

Saindo do Parque Florestal vire à sua direita pela Av.ª José Gregório, até encontrar um Posto de Abastecimento de Gasolina do seu lado direito. Vire na primeira à esquerda e encontra  o Monumento a Bernardino Barros Gomes, que dirigiu a Mata a partir de 1879.

Foi colocado na entrada principal da Mata, no Bairro Florestal de Pedreanes, em memória de um dos maiores silvicultores da floresta portuguesa. A simplicidade do monumento traduz o trabalho, o carinho e o amor pela causa florestal que o silvicultor levou em vida.

Vire à esquerda, e do seu lado direito encontra a Antiga Estação do Comboio Americano.

O Caminho-de-ferro Americano é instalado na Marinha Grande por volta de 1857. Foi construído inicialmente com carris de madeira tendo sido substituídos em 1861 por carris de ferro.

O comboio era constituído por nove vagões de carga e um de passageiros e era puxado nas subidas por dois bois e nas descidas o seu próprio peso fazia com que se deslocasse velozmente.

Com uma extensão de 36Km, ligava Pedreanes (e a sua serração, depósito de madeiras já serradas) com o Porto de São Martinho do Porto, onde as madeiras eram carregadas nos barcos “Marinha Grande” e “Valado”, destinadas aos estaleiros navais da Ribeira das Naus, em Lisboa.

Fazia normalmente duas viagens de ida e volta, por semana, transportando para São Martinho os produtos do Pinhal e de retorno trazia areia e calcário para a fábrica de vidros.

Atravesse a estrada e siga pela Rua do Aceiro, paralela à estrada principal.

Vire à esquerda pela Rua dos Lenhadores. No final desta vire novamente à esquerda e siga sempre em frente até encontrar os Altos-Fornos de Pedreanes.

Vestígios arqueológicos da antiga Portuguese Iron & Coal Company (Companhia de Ferro e Carvão de Portugal) grande empreendimento siderúrgico aí instalado no século XIX. Começou a trabalhar em 1866.

Quase esquecida na história industrial portuguesa, esta foi durante o curto período de tempo em que laborou (9 meses), uma das mais importantes empresas produtoras de ferro do séc. XIX, tendo produzido em determinada altura em apenas uma semana, 36 mil quilos de ferro, uma média diária de 6 toneladas.

O tipo de produtos manufacturados, embora a informação não seja precisa, teriam sido: chapa de ferro, verga, verguinha e prego forjado, argolas ou discos para correntes e ferramentas de trabalho.

 

Saindo dos Altos-Fornos de Pedreanes siga sempre em frente pela Rua Fonte dos Ingleses. No final desta vire à direita e siga pela Rua das Colmeias.

Vire à esquerda e siga pela Rua do Aceiro. No final desta, vire à esquerda e siga pela Rua Natália Correia, seguindo pela Rua Miguel Torga até à Rotunda da Portela

Nesta rotunda, vire à direita e atravesse a estrada em direcção ao Parque da Cerca, que se encontra à sua esquerda, aproveitando os percursos pedonais e cicláveis que dispõe.

Construído em 2006, no âmbito do Programa POLIS, numa zona adjacente ao Palácio Stephens, é um espaço multifuncional com um agradável enquadramento paisagístico, que oferece à população uma vasta área de relvado com equipamentos de lazer e de recreio. A linha de água que o serpenteia é o elemento fundamental que torna este espaço numa agradável zona de estadia.

É igualmente um exemplo de como se pode conquistar espaços de biodiversidade no centro da cidade.

Possui várias áreas de lazer com equipamentos lúdicos e desportivos, percursos pedonais e cicláveis, anfiteatro ao ar livre para a realização de espectáculos, espaços infantis e parque de desportos radicais.

Termina aqui a nossa viagem…esperamos que tenha apreciado.

Aproveite para levar uma lembrança da nossa cidade. Poderá adquiri-la no Museu do Vidro quando for devolver o áudio-guia.

Basta sair do Parque da Cerca, atravessar em direcção ao Arquivo Municipal. Edifício de planta rectangular, revestido a tijolo de burro e vidro, e encontrará de seguida o Museu do Vidro.

Convidamo-lo a voltar e conhecer os outros percursos!

Obrigado!

 

NOTA: Dados retirado do site da CMMG, onde poderão igualmente fazer o download (PDF) de ambos os circuito.

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