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A indústria vidreira na Marinha Grande (1942)

by on 6 de Novembro de 2013
 

Acácio Calazans DuarteProsa

A indústria vidreira na Marinha Grande (1942)

Um trecho d’ A indústria vidreira na Marinha Grande (1942)
Escolhida pela Dra. Leonília Martinho
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Com o desaparecimento do fabrico manual da vidraça, perdeu a Marinha Grande uma parte da sua importância como centro vidreiro. Condições especiais de mão de obra e uma inteligente e juvenil direcção avolumam em Oliveira de Azeméis uma ameaça que pode atingir a indústria vidreira marinhense nos seus fundamentos.

O caminho para a Marinha Grande é o aperfeiçoamento cada vez maior dos seus produtos. Não é natural que perca a primazia da quantidade, mas se a perder, há-de conservar a da qualidade.

Numa ocasião em que julgava ameaçada a sua fábrica, Guilherme Stephens dirigiu-se aos seus operários, e entre outras coisas interessantes disse-lhes: “amai-vos uns aos outros, sejam industriosos, e nada temam”. Guilherme Stephens vai ter em breve na terra de que ele foi o verdadeiro fundador, um busto em bronze . Representa esse busto uma homenagem do actual pessoal da Nacional Fábrica. Que a Marinha Grande, sob a sua égide, consiga os fins que ele sempre teve em vista: a harmonia social, o aperfeiçoamento e a prosperidade da indústria vidreira.

*) Autora de ” A indústria do vidro em Portugal – 1924-1911″.

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