História
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Garcia

by on 20 de Outubro de 2013
 

GarciaGarcia

Garcia é um dos lugares da freguesia de Marinha Grande, distando dela 3 Km.. Situa-se a nascente do pinhal de Leiria, tendo este como fronteira (Aceiro Exterior), com Escoura a norte, Charneca (Tojeiras) a nascente, Figueiras, Cartaxo e Engenho a Sul.

Os seus primeiros povoadores terão sido Sementões e Monteiros pequenos, a quem foram concedidos determinados privilégios, em troca da sua lealdade ao Rei e à obrigatoriedade de permanecerem nas “Cabeças da Malta”, para a vigiarem e dela tirarem proveito. Depois, foi sobretudo o Pinhal que atraiu outras populações ás suas orlas. Formaram uma pequena povoação, em volta da ermida, que construíram, ocupando uma área de mais ou menos 250 metros. Posteriormente, alargaram o seu território, comprando sabe Deus com que sacrifício pequenas parcelas de terreno vizinho, que desbravaram, porque para eles era a posse da terra que estava em jogo, a sua razão de existir. A educação dos filhos não era prioritária, nem tão pouco o vestuário, ou o conforto da casa. Viviam em autênticos casebres construídos de adobes e robocados de areia e cal – “O que é preciso é ter uma casa onde se caiba e terra que se não saiba” – Costumava-se dizer.

Durante os primeiros séculos, as populações primitivas aqui viveram, numa zona isolada, bem longe do modo de viver urbano, no mesmo sítio onde os seus avós, homens do campo e do pinhal, haviam transformado pequenas áreas de charneca, em terrenos próprios para a agricultura, transportando por carreiros de areia solta o estrume necessário à fertilização daqueles terrenos que consideravam seus. Com o decorrer dos anos as novas gerações seguiram as mesmas pegadas. As zonas cultivadas cresceram e consequentemente outros núcleos habitacionais surgiram, aqui e além, dando origem a outros lugares, tais como: Bico e Cabeços, a sueste, Rego a nascente, Carregueiras a norte, Portinho e Sanguinhal a noroeste, Lameira a poente, Salgueira a sudoeste, Eiras e Rapadouro a Sul. Consta escrito que, em 1845, nos lugares de Garcia, Carregueira, Rego e Bico, existiam 45 fogos, sendo a população de 184 habitantes; 94 homens e 90 mulheres. Em 1908, 63 anos depois o número de fogos aumenta para 105 e a população para 460 almas. Todavia, o rasto dos seus antepassados apagou-se; torna-se difícil dizer de onde vieram, o que fizeram, viveram e sofreram. Muitos deles não deixaram feitos que os recordem para além da sua época, e outros continuam a ser recordados porque se têm mantido de geração em geração, os bocaditos de terreno que deixaram… Foram os Guardas-Florestais, os Lenheiros, os Cepeiros, os Carreiros, os Resineiros e os Serradores.

“in Cidade da Marinha Grande – Subsídios para a sua HistóriaJoão Rosa Azambuja” – (dados recolhidos e tratados pelo autor por meados dos anos 1980.)

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