História
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Curiosidades

by on 19 de Outubro de 2013
 

Bandeira Municipal

Foi desenhada pelo marinhense João de Magalhães Júnior, logo após a restauração do concelho. É esquartelada de amarelo e negro. Cordões e borlas de ouro e negro. Haste e lança douradas. As armas são vermelhas, com um pinheiro de ouro freitado de verde, sustido de negro, sainte de um contra-chefe de dunas de areias de prata. Listel branco com os dizeres, a negro: “Vila da Marinha Grande”.

Hino do concelho

Criado em 7 de Abril de 1932 pelo maestro António Augusto Lopes, foi tocado pela primeira vez em público aquando das comemorações do 15º aniversário da restauração do concelho.

Orçamento camarário

Por curiosidade, e para se avaliar a evolução do concelho da Marinha Grande nos últimos 70 anos, sabe-se que em 1917 (ano da restauração do concelho) o orçamento camarário foi de 8 616 réis e que em 1987 atingiu a enorme verba de 1 072 565 contos.

Visitas régias

Aos 17 de Outubro de 1786 toda a família real veio visitar a Marinha: a D. Maria I, segundo relata o padre Manuel da Costa Barros no livro do registo paroquial, jantou com Guilherme Stephens, que fez toda a despesa com muita generosidade. De tal maneira que as sobras foram distribuídas pelos pobres, que durante uma semana tiveram pão e carne em abundância.
– Em 27 de Maio de 1852 esteve na Marinha a rainha D. Maria II, acompanhada pelo seu marido, D. Fernando, e pelos seus filhos, D. Pedro e D. Luiz. Transportaram-nos em liteiras por caminhos de terra batida.

– Em 21 de Agosto de 1892 visita a Marinha Grande o rei D. Carlos, acompanhado pela rainha, pelo infante D. Afonso e por grande séquito. Vieram de comboio. À rainha foi oferecida uma garrafa de seis vinhos, trabalho primoroso de Severiano Matias, e também uma garrafa de toilette, acabada de fazer por Joaquim de Oliveira. Ao príncipe foi oferecido um copo para água, gravado por João José de Magalhães com a Torre de Belém. Escreveu o rei no livro da Fábrica:

Os nossos sinceros parabéns aos empresários, directores e operários desta importante Fábrica, pelo estado de desenvolvimento da sua indústria, e ao mesmo tempo os meus cordiais agradecimentos pela espontânea e tão agradável recepção que aqui acabamos de ter

O rei visitou de seguida a Resinagem, que muito admirou. A guarda de honra foi feita por guardas florestais e actuaram várias bandas de música.
– Em 1899 o príncipe Luís Filipe visitou a Marinha, recebendo uma espada em vidro, feita por José Morais Matias.

Comemorações do fim da Guerra 1939-1945

No dia 7 de Maio de 1945 a Marinha Grande comemorou o final da guerra de forma invulgar.
Na Embra formou-se um grandioso cortejo, em que se incorporaram milhares de pessoas. Toda a gente largou o trabalho pela tardinha para poder participar. 0 cortejo era precedido por uma banda, que tocava o Hino da Maria da Fonte, por retratos de Churchill, Rooseveit, Estaline e pelas bandeiras dos países aliados. Pelo trajecto, até à Praça Stephens, reuniram-se milhares de pessoas que vitoriavam os heróis e davam vivas à liberdade, à paz e a Portugal.

Descanso semanal

Em 3 de Agosto de 1907 o governo de João Franco publicou um decreto que dizia:”0 dia destinado ao descanso semanal é o domingo”. No entanto, esse decreto, no parágrafo 3′, deixava uma porta aberta para que os municípios pudessem escolher outro dia.
Assim, a Marinha Grande optou pela quinta-feira, o que ficou estabelecido em 22 de Fevereiro de 1911. Antes, a Câmara Municipal de Leiria queria que fosse à quarta-feira.”
Só em 1 de Janeiro de 1940 se estabeleceu o descanso dominical.

Teares

Em 1849 existiam na Marinha Grande 16 teares de linho.

Maiores proprietários

Dos 40 maiores proprietários do concelho de Leiria em 1852, três eram da Marinha Grande: Francisco Taibner de Morais, Félix Baptista Vieira e José Domingues, da Garcia.

Apanha da azeitona

Já em 1855 saíam da Marinha Grande, para apanhar azeitona, 88 pessoas, e da Vieira 8 (indicação colhida em Leiria no século XIX, de Joaquim de Oliveira da Silva Bernardes).

Sociedade Vinícola Marinhense, Lda.

Fundada em 16 de Abril de 1934, na Marinha Grande, por Mariano Pereira Henriques e Raul dos Santos Tovim, com o objectivo de exercer o negócio da compra e venda de vinhos e seus derivados.
Iniciou-se pela montagem de um grande armazém, situado na actual Av. 1º de Maio, num prédio arrendado a Jacinto Teodósio Pereira, de Vieira de Leiria.

Curiosidades do Pinhal

A vida média de um pinheiro é de 80 anos.


O lugar mais alto do Pinhal é o Alto dos Picotos, ou Picotes, cerca de 114 metros acima do nível do mar.


Embora hoje em dia poucas espécies cinegéticas existam no Pinhal (somente alguns coelhos, lebres, rolas e perdizes), a sua fauna foi, em tempos, riquíssima. Chegaram a existir veados, lançados perto da Ponte Nova em 1855 e que fizeram muito boa reprodução, mas foram destruídos pelos humanos. 0 último javali foi morto, segundo consta, em 1848. Houve também lobos, ginetas, texugos, doninhas, perdizes (ainda há poucos anos se tentou o repovoamento do Casal da Lebre com essas aves). Também em 1936 se tentou reprovar o Pinhal com pavões, faisões, pintadas, pombos bravos, etc. Do resultado dessas experiências nada sabemos.


Foi no Pinhal que, durante as Invasões Francesas, os povos residentes nas proximidades esconderam ou enterraram os seus valores, principalmente moedas, objectos de ouro, prata, etc.. Diz-se ainda hoje que chegaram a ser transportados para o Pinhal, pelos ourives, burros carregados com ouro, que aí teria sido enterrado. Muitos desses valores teriam sido mais tarde retirados, mas outros permaneceram, ou porque os seus donos morressem ou porque lhes perdessem o poiso. 0 eng.º Arala Pinto diz, no seu livro 0 Pinhal do Rei, que foram encontrados pelo pessoal das Matas alguns desses objectos, durante a sua direcção. Diz também que era frequente notarem-se terras revolvidas, durante a noite, por alguém que procurava esses tesouros.

condensado de:Cidade da Marinha Grande – Subsídios para a sua História – Autoria de: João Rosa Azambuja” – edição de Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Marinha Grande edição integrada nas Comemorações dos 250 anos da Indústria do Vidro
data de edição – Dezembro de 1998

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