História
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Boavista

by on 20 de Outubro de 2013
 

boavcalgalBoavista, Almuinhas e Casal Galego

A origem etimológica destes nomes foi transmitida a Vitória Baridó por seus pais e avós. Ela dizia que até determinada altura da história da Marinha Grande, Casal Galego não constava do grupo de lugares que constituiam a sua área geográfica, supondo-se com toda a razão que era parte integrante do lugar de Bôa-Vista (era assim que se escrevia).

       A Bôa-Vista situava-se a nascente da Marinha Grande e na aba mais alta do concelho donde, de qualquer dos pontos de observação se desfrutava um panorama de aprazível beleza, esta talvez a razão do nome – BÔA-VISTA.
Para poente, desfrutava-se o verdejante Pinhal do Rei; para sul, a vila da Marinha Grande, uma planície enorme, donde aqui e além se desprendiam nuvens de fumo de chaminés das fábricas de vidro existentes, e para norte, até Pedreanes estendia-se uma várzea riquíssima. Consta que o panorama desfrutado desta zona era único, não havia outro semelhante em qualquer outro sítio da Vila. Esta a razão porque em 1885 se construiu o Ponto da Boavista, situado no ponto mais alto da Marinha Grande. Fazia parte dos quatro pontos existentes, destinados à vigia e ligados por uma rede telefónica, cujo serviço foi montado pelo Conselheiro Elvino de Brito, então Director Geral da Agricultura. Este ponto situa-se fora da Mata, do lado nascente e não só vigiava todo o Pinhal, como ainda transmitia sinais indicados pelo seu regente aos outros três pontos situados no interior da Mata. Os sinais eram transmitidos, de dia por meio de uma bandeira encimada no topo do ponto, de noite com uma luz.

      No início a sua cúpula era de madeira, até que em 25.6.1898 passou a ser de pedra.

      Mais abaixo, mesmo a seus pés, entre as actuais ruas Joaquim Domingues e Manuel Francisco, situava-se a pequena povoação de Almuinhas, a quem o povo por uma questão de menor esforço pronuncia “ALMUNHAS“, zona cultivada intensamente com pequenas hortas separadas entre si (proveniente do árabe almunia – horta).

      Em determinado período da evolução histórica da Vila da Marinha Grande (presume-se que foi logo após a retirada das tropas napoleónicas, em 1811), surgiu na localidade da Bôa-Vista um Galego proveniente da província espanhola – Galiza, que com projectos de futuro, aqui assentou arraiais, num terreno espaçoso e próprio para a agricultura. Este casal (do Galego) que a princípio era parte integrante do lugar da Bôa-Vista situava-se na aba sul do actual Pavilhão das Actividades Económicas, tendo da parte do poente a antiga quinta de José Pires, onde actualmente se efectua a Feira de Levante, do sul com o antigo Carreiro da Missa, hoje Rua das Hortinhas, e a nascente com várias propriedades, na época Bôa-Vista, hoje Casal Galego.

     O Galego instalou aí a sua actividade agrícola e, em simultâneo, dedicou-se também ao fabrico de carvão.

      Assim, partindo-se deste pressuposto, e com o desenvolvimento do lugar, o povo começou a chamar à zona da parte sul da Boavista, o Casal do Galego, que, desligando-se paulatinamente do lugar da Boavista, foi com o tempo perdendo o DO, passando a CASAL GALEGO.

      De referir também a construção de uma novo cemitério em Casal Galego, inaugurando a 1.11.1984.  

      Em 1970 a população deste lugar, era de 556 indivíduos, habitando em 167 prédios, enquanto que em 1981 já era de 854 indivíduos, habitando em 284 prédios. Calcula-se que na data actual seja aproximadamente de 1200 indivíduos e 450 prédios. 

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