Aberturas
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Reticências

by on 16 de Novembro de 2015
 

nuno_catitaSons de explosões, sons de armas automáticas que parecem ser dotadas de infinitos carregadores de balas, gritos de raiva, de dor, de pânico, de desespero…

Sons dispares mas de origem comum, sons de respeito, de medo, de compaixão e de vingança…

Não são, de todo, sons desconhecidos neste mundo assim como não é desconhecida a sua origem, que acaba por ser sempre a mesma para todas as desgraças que o homem causa a si mesmo, o poder, a ganância, o dinheiro…

O Estado Islâmico baseia-se num projeto de Estado com armas sofisticadas, uma ideologia totalitária e financiamento abundante, um financiamento através do petróleo, a ideologia escondida por detrás da defesa da religião e o armamento sofisticado adquirido aos países que dominam o mundo e se consideram democratas e evoluídos, parte dos quais estão agora a sentir o resultado da sua participação…

Resultado da evolução de uma organização política que professava o islamismo sunita fundada na Jordânia, através de várias uniões posteriores que incluíram a Al-Qaeda, o Estado Islâmico controla hoje quase metade do território da Síria, deixando marcas de terror por onde vão passando…

Execuções em massa, perseguições religiosas, sequestro de estrangeiros e a sua decapitação são amplamente divulgadas por vídeos sendo forma de apavorar os inimigos e atrair novos recrutas…

De massacre em massacre, de atentado em atentado, foram ceifando milhares de vidas nas zonas ocupadas, não poupando nem as crianças e o mundo ocidental muito virado para o seu umbigo…

O ataque desta sexta-feira 13 foi no coração da Europa, na capital francesa, cerca de 130 mortos e centenas de feridos revoltaram até os mais “distraídos”, as televisões fazem coberturas permanentes de tudo o que se passa, voltaram a estar efetivamente entre nós, muito perto, ficamos definitivamente aterrorizados…

Dias depois a força aérea francesa bombardeia Raqqa, cidade síria utilizada pelo Estado Islâmico como capital, seguindo-se os gritos de raiva, de dor, de pânico, de desespero…

130 mortos…

Terror e lágrimas! Muitas lágrimas…

Nuno Catita

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16/11 às 20:15

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