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E agora Aníbal?

by on 12 de Novembro de 2015
 

nuno_catitaQue governo iremos ter é que que está nas mãos do Presidente da República, uma decisão que, para bem do país, deverá ser além de rápida assertiva.

A terminar o seu segundo e último mandato Cavaco Silva é colocado perante a decisão mais difícil destes 10 anos, e não arriscaria muito em afirmar que poderá ser a mais difícil de toda a sua vida política.

As suas intervenções pós eleições também não lhe vão facilitar a decisão, o seu quase repúdio por uma solução à esquerda poderá ser fundamental para que opte não indigitar António Costa.

Além desta solução, o presidente da república tem outras duas hipóteses que, e numa primeira análise, poderão ser ainda mais prejudiciais ao país.

Se um governo PS minoritário, com um apoio inicial de maioria parlamentar através de uma espécie de acordo firmado com a CDU e com o BE, só poderá oferecer a estabilidade com a vontade que estes dois partidos poderão oferecer, a opção de manter os vencedores das eleições em gestão ou a opção de decidir por um governo de iniciativa presidencial significaria um executivo com diminuta margem de manobra pelos condicionamentos da existência de uma maioria de esquerda no parlamento, complicando, e de que maneira, a vida do país por vários meses, uma vez que se teria de esperar pelo novo Presidente da República e pelos prazos estabelecidos na constituição para marcação de novas eleições.

A opção de manter Passos Coelho poderá encontrar resistência no próprio, uma vez que este considera que seria demasiado desgastante numas funções esvaziadas por falta de apoio parlamentar. A opção de um governo presidencial apenas o poderia ser se Cavaco Silva escolhesse alguém muito próximo do Partido Socialista, por forma a dar alguma margem de governação, solução que me parece ser a que está mais longe da vontade do Presidente da República.

Seja qual for a solução a decisão está apenas nas mãos de Aníbal Cavaco Silva, seja qual for a solução esperamos que seja rápida mas ficaremos sempre com a certeza que mais tarde ou mais cedo não se evitarão umas eleições antecipadas.

Nuno Catita

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12/11 às 20:41

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