Aberturas
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Crescemos com MEDO

by on 30 de Novembro de 2015
 

nuno_catitaVivemos num mundo de medos, uns naturais e outros nem tanto.

São poucos os naturais e que nasceram connosco, podendo destacar o medo de cair que é facilmente verificável nas crianças desde tenra idade. Os restantes vão surgindo, o medo da dor, o medo da morte, o medo do escuro…

Ao longo da vida vão-nos sendo incutidos vários medos, o velho, a bruxa, o fantasma, o lobo mau… e crescendo vai-se trocando o velho pelo desemprego, a bruxa pela doença, o fantasma pela insegurança e o lobo mau pelos políticos…

Estamos atualmente com todos os medos em alerta, a economia faz-nos temer o desemprego, o acesso aos cuidados de saúde faz-nos temer a doença, o aumento do terrorismo agrava a insegurança e a manutenção de grandes e boas promessas confirma o medo dos políticos.

O ideal seria, em vez da substituição dos medos, os de infância vencerem os da idade adulta, o velho venceu o desemprego e reformou-se, a bruxa domina a doença voando na sua vassoura mágica, o fantasma assusta o terrorista e o lobo mau come o político.

A infância oferece-nos temores e sonhos idílicos, tanto tememos a bruxa como sonhamos com a Branca de Neve, a idade adulta apresenta-nos o resultado da febre do dinheiro com todos os medos daí derivados e acaba com as fantasias, ou melhor, com parte das fantasias porque continuamos a sonhar, a sonhar com a paz, com a harmonia, com a família, com a honestidade, com a saúde e com o Euromilhões.

Nuno Catita
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30/11 às 22:15/blockquote]

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