Aberturas
492 views 0 comments

Boa ou má moeda

by on 23 de Novembro de 2015
 

nuno_catitaContinua a dúvida sobre o que podemos contar para o governo de Portugal. O Presidente da República, para esquerda ou é líder de seita ou gangster, após quase dez anos, decidiu ser PRESIDENTE e, confirmando que nunca se engana e raramente tem dúvidas, tem procurado decidir por forma a causar o menor prejuízo possível ao país.

A distinção da boa e da má moeda está mais difícil pela ausência da “boa”, com o Presidente da República a tentar concluir qual será a moeda menos má.

Essa é a única certeza que temos, qualquer que seja a solução e decisão de Aníbal Cavaco Silva não trará quaisquer benefícios ao país, procurando-se apenas mitigar as consequências.

A pressão diária para que tome uma decisão ainda não provocou que repita o “deixem-me trabalhar” nem a voltar a falar no apetite para utilizar a “bomba atómica” mesmo sem o poder fazer, mas ressuscita o disse em 2012 “Os políticos não podem ignorar a voz do povo”.

Cavaco Silva quer garantias para indigitar António Costa como primeiro-ministro, garantias claras, transparentes e de fácil cumprimento, caso o PS fosse governo estável, caso o PS fosse governo sem necessidade de apoio do BE e do PCP.

Os acordos celebrados à esquerda e apresentados ao Presidente da República não garantem, ou pelo menos assim não o entende Cavaco Silva, a aprovação de moções de confiança, a aprovação dos Orçamentos do Estado, em particular o Orçamento para 2016, o cumprimento das regras de disciplina orçamental que resultam do pacto de Estabilidade e Crescimento, o respeito pelos compromissos internacionais, o papel do Concelho Permanente de Concertação Social e a estabilidade do sistema financeiro.

O Presidente da República quase que pede a António Costa que lhe garanta alguma coisa.

“Ontem eu reparava no sorriso das vacas. Estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante.”
Açores – Prof Aníbal Cavaco Silva

Nuno Catita
Facebook – Crónicas
23/11 às 19:29

OUTRAS ÁREAS DE ABERTURAS
 
Invasões